24 de set de 2008

Vinte e poucos anos


Ter vinte e poucos anos. Isto é chamado de: crise de um quarto de vida.

É quando você para de sair com a galera e começa a perceber muitas coisas sobre você, coisas que você mesmo não conhece e pode não gostar.

Você começa a se sentir inseguro e pensar sobre onde você vai estar daqui á um ano ou dois, mas de repente se sente ainda mais inseguro porque você mal sabe onde está agora.

Você começa a perceber que as pessoas são egoístas e que, talvez, aqueles amigos que você pensou que eram tão próximos não são exatamente as melhores pessoas que você encontrou em seu caminho, e pessoas que você perdeu o contato eram algumas das mais importantes. Provavelmente vão sobrar um ou dois amigos de verdade, e estes sim você poderá confiar para o resto de sua vida.

O que você não consegue perceber é que eles enxergam isso também, e não estão sendo frios, grosseiros, ou falsos, mas estão tão confusos quanto você.

Você olha para seu emprego, e não é nem perto do que você imaginava que estaria fazendo, ou talvez você esteja procurando emprego e percebendo que vai começar do zero e isso pode te assustar. Suas opiniões se tornaram mais fortes.

Você vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando mais do que o usual, porque você percebe que desenvolveu certos limites na sua vida e está constantemente adicionando coisas na sua lista do que é aceitável e o que não é.

Em um minuto, você está inseguro e no próximo, seguro. Você ri e chora com a maior força da sua vida. Você se sente sozinho, assustado e confuso.

De repente, a mudança é sua maior inimiga e você tenta se agarrar ao passado com a vida boa, mas logo percebe que o passado está cada vez mais longe, e não há nada a se fazer a não ser ficar onde está ou caminhar para frente.

Você tem seu coração quebrado e se indaga: como alguém que você amava tanto pôde causar tanto estrago em você?

Ou você fica deitado na cama e pensa por que você não poderia encontrar alguém decente o suficiente que você queira conhecer melhor, ou às vezes você ama alguém que ama outro alguém também e não consegue imaginar porque você faz isso, já que você sabe que não é mal e parece ridículo. Ou, ainda, ama alguém que está tão confuso quanto você por isso, não procura essa pessoa e só pisa na bola com ela, se sente um lixo por isso, e está tão cansado que, por mera preguiça e comodismo, prefere ficar com outra pessoa que você não ama, esperando que o tempo passe e que, por um milagre, tudo melhore.

Ficar com alguém por uma noite e "galinhar" começa a parecer ridículo e sem sentido. Agir como um idiota se torna patético. Você sente as mesmas coisas e enfrenta as mesmas questões de novo e de novo, e conversa com seus colegas sobre as mesmas coisas porque você não consegue tomar decisões.

Você se preocupa sobre o futuro, em construir sua própria vida, e no quanto ganhar a corrida seria maravilhoso, no entanto, neste momento você deveria apenas participar! O que você pode não perceber é que todos que lêem isso encontram algo em comum.

Estamos em uma das melhores e piores épocas da vida, tentando o máximo que podemos para acabar com isso.

"Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos
Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos."

Vi no IndaiáCity

Um comentário:

Bá :) disse...

Aiii nem preciso dizer que me encaixo exatamente nesse texto né?!
Quem nunca teve uma crisesinha dessa ai?! Mais n tem nada melhor do que meus 20 e poucos anos :)