13 de nov de 2008

Nostalgia

Postado por Costela

Estava eu hoje divagando sobre as crianças de atualidade, e cheguei à conclusão de que há muito tempo eu não vejo uma bola de meia.
Se pergunte há quanto tempo você não vê uma bola de meia. Um objeto que na minha infância era tão comum, sumiu no tempo. Cada meia que furava, já era vista como parte integrante de uma bola, que nos renderia horas de suor nas vistas e tampões de dedão perdidos em paralelepípedos.
Havia uma "competição" entre os meninos da rua, para ver quem fazia a maior e mais dura bola de meia. Daí entrava na brincadeira meia-calça, meião de futebol, meia roubada do pai, trapo de pano, areia, e os mais espertos colocavam uma esfera de chumbo no meio, para dar mais peso.

Só de olhar eu sabia quantos pares de meia foram usados

As crianças esqueceram que podem fazer os próprios brinquedos. Na minha época uma lata de óleo virava um carrinho, uma havaiana velha era um barco que até boiava.
Minha mãe ficava nervosa quando chegava em casa e via os abacates e as batatas furados, já que eu tinha espetado todos para brincar de fazendinha.
E as caixas de papelão? Como eram divertidas as caixas de papelão. Quando uma TV ou geladeira nova era comprada, a ansiedade que nos assolava não era nem pelo novo eletrodoméstico, mas sim pela embalagem, a tão desejada caixa de papelão. Quantas calças eu perdi, por tentar descer o barranco mais próximo sentado nesta caixa. Naves espaciais, carros de corrida e fortes impenetráveis surgiam em meio àqueles caixas mágicas de papel prensado.
Este post então vai terminar com um apelo. Por favor crianças, fabriquem seus próprios brinquedos, se machuquem, briguem com seus coleguinhas. Pois já dizia a campanha da OMO "Porquê se sujar faz bem" .

Um comentário:

Luh Srtº disse...

hauhauhauah vc é ótimo...
dorei o post...
parabéns...