8 de set de 2009

Malditos vestibulares

Postado por Costela


Êta época difícil essa em que a gente faz cursinho. Cheguei numa daquelas fases da vida em que a gente começa a pensar se virar hippie é uma escolha tão ruim como dizem nossos pais.
Estou trabalhando no perídio diurno, estudando no noturno, e dormindo mal o dia inteiro.
Pra mim sono quer dizer “cochiladas”. Ah, e que cochiladas. São exatamente essas cochiladas, que normalmente não duram mais de 5 minutos, que recarregam a minha energia e me botam pra produzir de novo. Tive a idéia de escrever este texto exatamente ao acordar de uma cochilada no meio da aula. Tem meia hora que estou dentro de sala de aula e Morpheu já veio cobrar seu preço pela maratona de desenhos antigos até altas horas da madrugada.
Está ficando cada vez mais difícil agüentar este pique louco que a sociedade mais cedo ou mais tarde nos obriga a ter. Qualquer dia eu vou grudar bananas não as de dinamite, as normais de comer mesmo explosivas ( Quê? Você acha que bananas de comer não podem ser explosivas? Come um cacho inteiro que você vai ficar sem cagar uma semana, e depois me conta se são ou não explosivas ) no corpo e vou adentrar o escritório da UEMG gritando aos plenos pulmões “Me aprova aí porraaaaaaa. Já estudei muuuuuuuuuito nessa merda!”
É foda ter paciência pra aturar clientes chatos no telefone o dia inteiro, e ainda ter que ir pro cursinho de noite para aprender um monte de porquês, por quês e por ques que você vai esquecer assim que ver seu nome na lista de aprovados do vestibular.
Acabei de descobrir que o tempo que o professor leva para escrever no quadro é um ótimo momento para escrever textos para o blog. Eu não coloquei nada de diversão no meu notebook, exatamente por que ( O Word acabou de me dizer que eu estava usando um porquê errado. Tenho que estudar mais essa merda. ) isso é uma grande distração. Ter um emulador de atari que seja no PC é uma ótima desculpa pra esquecer só um pouquinho por uma hora o que o professor está falando lá na frente, ir para o maravilhoso mundo dos bits e desligar um pouquinho um poucão da realidade.
O bom de fazer cursinho à noite é que todo mundo acabou de sair do trabalho, então aquelas piadinhas idiotas ficam escondidas sob o cansaço. O professor pode falar tranquilamente “Este é o Movimento Retilíneo Uniformemente RETARDADO” e ninguém vai fazer “Dããããããããããrrrrrrrrr” pro mestre. Aqui só tem adulto, e atrevo-me a dizer que no auge dos meus 20 anos sou o cara mais novo daqui. Ah, inclusive sou o único que tem notebook, e infelizmente isso atrái olhares curiosos. “Será que ele é um Nerd?” “Será que ele é virgem?” “Acho que a mulher mais real que ele já viu tinha 12 megapixels.” Ápa putakipariu cês tudo cambada. Vai arrumar serviço! Apesar de aparentar ser um “nerd vacaiado” como diz meu irmão, eu sou bem vivido. Já enchi a cara, já briguei ( MUITO! ), já usei drogas, já peguei duas mulheres ao mesmo tempo, já quase tomei bomba ( "Já robei, já matei, já cherei, já se droguei. Sô sujeito homi!" Vide CDD ) e fiz várias outras coisas que pessoas ditas “normais” também fazem. Eu tenho cara de bobo, mas de bobo é só a cara mesmo.
Bom. Vou voltar a estudar, por que ( Olha o Word de novo me ensinando qual porquê usar ) ano que vem não quero ter que passar por isso de novo. E fica meu conselho criançada: NÃO CRESÇAM NUNCA! BURROS! Vão aproveitar a vida, seja nas barbies e carrinhos de lata, ou seja no Ragnarök e World of Warcraft. Mas fikdik, não cresçam nunca. Virar adulto é uma merda. E não fica achando que ganhar a maioridade quer dizer poder dirigir, porquê pra dirigir você precisa de uma carteira de motorista e de um carro, e nenhuma das duas coisas são fáceis de se conseguir.

14 comentários:

Lzinha disse...

fodaasticamente foda!

Pedro Turambar disse...

Hehehehe... me lembrou meus textos de antigamente e os de hoje.

Muito bom cara, você disse tudo quase que exatamente como eu diria, o que não quer dizer merda alguma mas tudo bem.

E você simplesmente deu a dica mais importante que poderia dar a alguém. Eu estou vivendo a mesma loucura, a mesma pilha de estudar, trabalhar, jogar, ver, ler, viver... porra, é coisa demais.

muito bom cara, continue escrevendo assim, com raiva e sem se prender a nada... são os mais gostosos de escrever e de ler.

abraço.

Rafael disse...

Cara. Muito bom o texto. UHhuauhuhahua

Infelizmente é uma coisa que todos temos que passar de acordo com a "sociedade do você tem que estudar pra ser alguém na vida".

Querendo ou não, hoje em dia é sempre bom ter um curso superior. A boa é estudar msm.

Abs.

Poison disse...

Hehehhe, falou tudo, Costela!! Vida adulta sucks! (bom, tem algumas vantagens, hehehe)
Beijos!

Leandro disse...

Rafael!! só pra complementar... um curso superior e um curso de ingles hoje já eh algo necessário para conseguir algo T_T
hoje em dia já temos que pensar em pós, e cursos extras ou até um 3º idioma!

está cada vez mais dificil T_T
ahahuahua

Alana disse...

eu também não aguento mais. MESMO. crescer é uma merda.
se voce ta achando ruim no cursinho, quando chegar na faculdade vai ser pior, fikdik.

mas uma coisa é certa.. eu também estudo a noite, o povo realmente é mais sério, mais adulto, mas de vez em quando voce ta afim de se divertir, de falar merda, e o povo te reprime. qqqqq

Anônimo disse...

O que quer dizer KAÔ ???
Kaôzeiro= aquele q conta muitos kaôs

Eu, sou um gordinho gente boa de 19 anos que adora jogar Counter Strike e Dota, comer porcaria e ver TV, mas que também gosta de ler artigos na Wikipedia e estudar sobre cultura japonesa. Nasci em Belo Horizonte que é onde resido atualmente e curso o 4º período da faculdade de Sistemas de Informação. Eventualmente sou totalmente Joselito por não medir a força nem as palavras. Na verdade, quase um sex symbol!
09/07/2008

fonte: http://abutreecostela.blogspot.com/2008/07/gnesis.html


Expressões de cada região do Brasil

Firme que nem prego em polenta
-Mais nojento que mocotó de ontem
-Saracoteando mais que bolacha em boca de véia
-Solto que nem peido em bombacha
-Mais curto que estribo de anão
-Calmo que nem água de poço
-Mais amontoado que uva em cacho
-Mais perdido que cego em tiroteio
-Mais perdido que cachorro em dia de mudança
-Mais faceiro que guri de bombacha nova
-Mais assustado que véia em canoa
-Mais angustiado que barata de ponta-cabeça
-Mais por fora que quarto de empregada
-Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
-Feliz que nem lambari de sanga
-Mais ansioso que anão em comício
-Mais apertado que bombacha de fresco
-Mais apressado que cavalo de carteiro
-Mais arisca do que china que não quer dar
-Mais atirado que alpargata em cancha de bocha
-Mais baixo que vôo de marreca choca
-Mais bonita que laranja de amostra
-De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
-Mais chato que gilete caída em chão de banheiro
-Mais caro que argentina nova na zona
-Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada
-Mais constrangido que padre em puteiro
-Mais conhecido que parteira de campanha
-Mais comprido que puteada de gago
-Mais comprido que cuspe de bêbado
-Mais coxuda que leitoa em engorde
-Devagarzito como enterro de viúva rica
-Mais difícil que nadar de poncho
-Mais duro que salame de colônia
-Mais encolhido que tripa na brasa
-Extraviado que nem chinelo de bêbado
-Mais faceiro que mosca em tampa de xarope
-Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
-Mais faceiro que pica-pau em tronqueira
-Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel
-Mais feio que briga de foice no escuro
-Mais feio que sapato de padre
-Mais feio que paraguaio baleado
-Mais feio que indigestão de torresmo
-Mais firme que palanque em banhado
-Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
-Mais gasto que fundilho de tropeiro
-Mais gostoso que beijo de prima
-Mais grosso que dedo destroncado
-Mais grosso que rolha de poço
-Mais grosso que parafuso de patrola
-Mais informado que gerente de funerária
-Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro
-Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
-Quente que nem frigideira sem cabo
-Mais sério que defunto
-Mais sujo que pau de galinheiro
-Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
-Mais feliz que gordo de camiseta
-Tranqüilo que nem água de poço
-Bobagem é espirrar na farofa
-Mais gorduroso que telefone de açougueiro
-Mais perdido que cebola em salada de frutas
-Mais chato que chinelo de gordo
-Quem revela a fonte é água mineral
-Mais rápido que Gaúcho com ejaculação precoce (algo que demora menos de meia hora...)
-Mais perdido que filho da puta em dia dos pais.!!!!
-Mais tranquilo que pernilongo em paraplégico.

http://forum.valinor.com.br/showthread.php?t=1283

Anônimo disse...

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fonte: http://abutreecostela.blogspot.com/2008/07/gnesis.html


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-Mais amontoado que uva em cacho
-Mais perdido que cego em tiroteio
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-Mais faceiro que guri de bombacha nova
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-Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
-Feliz que nem lambari de sanga
-Mais ansioso que anão em comício
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-Mais arisca do que china que não quer dar
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-Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
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-Mais feio que paraguaio baleado
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-Mais gasto que fundilho de tropeiro
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-Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
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-Mais sujo que pau de galinheiro
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Firme que nem prego em polenta
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-Mais ansioso que anão em comício
-Mais apertado que bombacha de fresco
-Mais apressado que cavalo de carteiro
-Mais arisca do que china que não quer dar
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-Mais baixo que vôo de marreca choca
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-Mais faceiro que pica-pau em tronqueira
-Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel
-Mais feio que briga de foice no escuro
-Mais feio que sapato de padre
-Mais feio que paraguaio baleado
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-Mais firme que palanque em banhado
-Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
-Mais gasto que fundilho de tropeiro
-Mais gostoso que beijo de prima
-Mais grosso que dedo destroncado
-Mais grosso que rolha de poço
-Mais grosso que parafuso de patrola
-Mais informado que gerente de funerária
-Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro
-Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
-Quente que nem frigideira sem cabo
-Mais sério que defunto
-Mais sujo que pau de galinheiro
-Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
-Mais feliz que gordo de camiseta
-Tranqüilo que nem água de poço
-Bobagem é espirrar na farofa
-Mais gorduroso que telefone de açougueiro
-Mais perdido que cebola em salada de frutas
-Mais chato que chinelo de gordo
-Quem revela a fonte é água mineral
-Mais rápido que Gaúcho com ejaculação precoce (algo que demora menos de meia hora...)
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http://forum.valinor.com.br/showthread.php?t=1283

Anônimo disse...

OOPS!

Não era pra replicar 3 vezes, deleta o excesso. Era só uma pegadinha não uma zoada.

Vc tá certo, estudar à noite após o trampo é foda mesmo!

Anônimo disse...

Linkando falta de coerência do texto divulgado "Malditos vestibulares", de 08/09/2009, em relação ao postado em 09/07/2008, na apresentação pessoal aos leitores do blog.

http://abutreecostela.blogspot.com/2008/07/gnesis.html

Anônimo disse...

Jesse vai mal nos estudos e acha que ir para a aula é um verdadeiro martírio. Seu pai vê essa situação e não se conforma com o “sofrimento” do filho. Então, faz a ele uma proposta indecorosa: não precisar mais ir a escola, desde que assista 3 filmes por semana com o ele. O menino não hesita, aceita na hora. Ou seja, Glimour propôs para seu filho receber educação exclusivamente pelos filmes. Simples assim.

Até hoje, me pergunto porque aprendi a calcular um determinante, porque tive que saber que os metais alcalinos terrosos são lítio (Li), sódio (Na), potássio (K), rubídio (Rb), césio (Cs) e frâncio (Fr) e ficam no período 1A da tabela periódica de elementos e que, para lembrar-se deles, basta seguir o macete “Li Na Kapricho, Rubinho Casou-se na França”.

Não, não tive nenhuma dificuldade com tudo isso, pelo contrário, sempre fiz o tipo de aluno exemplar, que ouve tudo que o professor fala, entende e destrói na hora da prova. Mas pra que provas? Eu tenho que provar que aprendi? Por quê?

Será que é necessário um professor, que trata centenas de alunos de maneira roboticamente igual, chamando-os por número para ticar sua presença e avaliando se eles, de fato, compreenderam as coisas que têm que saber?

E se assistimos a Lista de Shindler, O Pianista e O Resgate de Soldado Ryan, não daríamos muito mais vida a aula de história que conta como o mundo entrou em guerra pela segunda vez? National Geographics e Discovery Channel não dão de 10 em algumas aulas de biologia? Jogar Banco Imobiliário não e uma ótima forma de estimular o raciocínio matemático?

Muito do que aprendemos não está nas apostilas, na decoreba, nos macetes que os tocadores de violão, digo, professores de cursinho falam. Está na vivência, convivência e na bagagem cultural adquirida. Nos livros lidos, filmes vistos, músicas, revistas, cenas, noticiários e até blogs lidos. A figura do professor, às vezes, não é fundamental.

Claro que ela também não dispensável. Não estou dizendo para que todos nós deixemos os estudos de lado e fiquemos por ai, fazendo o que dá na telha. O que afirmo é que, há muito tempo, o ensino é uma coisa imposta. O professor vomita um conteúdo que, às vezes, nem ele entende, de uma maneira nada didática, sem envolver o aluno, explicar para que aquilo serve, de onde veio e para o que será útil no futuro. E isso, é desde o ensino básico até os cursos superiores.

Talvez, o aprendizado tenha que ser como no Clube do Filme, sem nenhum tipo de regra, norma ou rigidez. Oriunda de uma fonte de entretenimento, mas ainda sim com muito conteúdo. Que não haja provas e nem chamada. Que a presença não se seja obrigatória, mas sim voluntária. E, principalmente, que o diploma que se ganhe de o título de “ser pensante” antes de qualquer outro cargo.

http://www.salvearainha.com/muito_alem_da_sala_de_aula/

Anônimo disse...

Para quem não sabe, moro em um bairro considerado periferia de Curitiba. Fica a 11 quilômetros do Centro e 17 de onde trabalho. Como não tenho carro, vou de ônibus. O que resulta em mais de uma hora dentro dos coletivos lotados. Nesse caso, ler é um ótimo passatempo.

Readquiri o hábito de ler no ônibus. Mas estava em uma época complicada, fui acometido de uma síndrome que apelidei de Síndrome do meio da história. Comecei vários livros: Os Segredos dos Roteiros da Disney de Jason Surrel, Peixe Grande de Daniel Wallace, um livro de contos de Fitzgerald, O Retrato de Dorian Gray e até mesmo o segundo livro da saga de Harry Potter. Todos, parei da metade para trás. Não dava seqüência, não me prendia nas histórias.

Eis que O Clube do Filme, de David Glimour, mudou essa situação. Concentrando no livro, quase perdi o ponto para descer, várias e várias vezes. Torcia para que o ônibus demorasse, ficasse preso em semáforos fechados e congestionamentos só para não perder o pique, ler mais e mais páginas. O livro, autobiográfico, conta a história da Gilmour, um crítico de cinema cinquentão, e seu filho Jesse, um adolescente de 15 anos.

Jesse vai mal nos estudos e acha que ir para a aula é um verdadeiro martírio. Seu pai vê essa situação e não se conforma com o “sofrimento” do filho. Então, faz a ele uma proposta indecorosa: não precisar mais ir a escola, desde que assista 3 filmes por semana com o ele. O menino não hesita, aceita na hora. Ou seja, Glimour propôs para seu filho receber educação exclusivamente pelos filmes. Simples assim.

E se Gilmour e Jesse tiverem razão? Será mesmo que nosso modelo de ensino é tão bom assim? Será que a escola ensina como pensar ou impõem coisas em que você tem que pensar?

http://www.salvearainha.com/muito_alem_da_sala_de_aula

Geraldo disse...

Muito bom este texto!

O Costela descreveu bem a situação, com todas as letras.

"Que haja muita cerveja gelada na sua comemoração"

Abs.